segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

 

 

INCOMPREENSÕES

 

No silêncio de palavras não ditas,

Nascem dúvidas nas entrelinhas.

O olhar pede abrigo, mas evita,

 A verdade talvez se esconda nas esquinas.

 

São gestos que não se explicam,

 Sentimentos à deriva,

Por onde andará a razão?

O mundo gira, e ninguém compreende

O peso sutil da incompreensão.

 

Entre vozes cruzadas e sonhos calados,

 Crescem muros de sombra e receio.

Erguidos no instante mais inesperado,

O bom senso, escapuliu-se pelo meio.

 

Breve encontro de olhares perdidos,

Onde as palavras mudas soam alto,

Faz-se o julgamento dos silêncios

Vagueando por caminhos. Condenados!

 

A vontade perdeu-se na noite

Pulando vedações e muros, sem encontrar,

 enfim, no outro, um reflexo do seu ser

 capaz das sombras dissipar

 e iluminar o caminho por acontecer.

José Manuel Alves

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