MUSICA - FOTOGRAFIA - POESIA * Fotografia em: http://josalvespt.podiumfoto.com/ * www.olhares.com/josalvespt
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
domingo, 24 de novembro de 2013
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Adeus CARLOS
Hoje morreu um homem que
nos conquistou pela simplicidade e pelo vigor da sua alegria. Um amigo, um irmão
descansa em Paz Carlos.
UM DIA NOS ENCONTRAMOS POR AÍ
Estáticos e mudos no adeus da separação
No atravessar de muros e destinos interrompidos
Tanto ficou por dizer e por fazer
Jamais voltaremos a falar de poesia
De banalidades, ou fotografia
Tão pouco voltarei a sorrir
Na alegria das tuas graças.
Vivemos sob a alçada implacável da vida
Que desde o tempo de escola nos rouba os amigos
E os consome no turbilhão fantástico do esquecimento.
Dificilmente voltaremos a zombar com ironia
Dos assuntos sérios, ou demagogia
Tão pouco voltarei a buzinar ao teu aceno
Na ultrapassagem irreverente da avenida
Tangenciamos tantas vezes os nossos caminhos
Repartimos angústias, ansiedades e conquistas
Deixaste connosco a saudade da Primavera.
Dificilmente voltaremos a falar de astrologia
De bola, filmes, audácias ou até de fobia
Tão pouco voltaremos a sorrir
No contágio da tuas histórias divertidas.
Mais uma pedra se junta no muro da separação
O começar de destinos divergentes
O pressentimento e último olhar
Para alguém prestes a ser engolido pelo tempo.
No carrocel estonteante das incertezas
Quem sabe?
Quando nos reencontraremos por aí?
Autor: José Manuel Alves
sábado, 16 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
A PONTE
Sou a passagem entre o aqui e o além
Trago do passado a força do saber
O eco dos passos nos caminhos cansados.
Sou memória de fantasmas vivos
De rostos esvaziados de vida
De conversas engolidas
que nem o tempo, nem os homens calaram.
Ergo-me numa simplicidade majestosa
De quem tanto viu e sentiu
Venho do fundo das mágoas
Do limite das vontades.
Lego a esperança aos olhares ansiosos
Que aqui me atravessam
e se perdem no além
Corre-me no granito frio
A vontade de consumir gerações
E de me restar reflectida
no espelho das águas paradas
Aqui deste lado
de braços abertos até ao infinito..
José Manuel Alves Set/2010
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