domingo, 8 de setembro de 2013

Se eu fosse gaivota

SE EU FOSSE GAIVOTA
Se eu tivesse asas de gaivota
Não haveria céu que me bastasse
Nem mundos que não descobrisse.

Quanto mais alto subisse
E se o voar me não cansasse
Como as águias subiria
E de alegria
Abraçava o mundo inteiro.

Ah! Se fossem minhas essas asas
Mudaria os tempos e as vontades
E num gesto de esperança
a cada criança
levava um ramo de paz.

Autor:
José Manuel Alves

Explosão das Ondas


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Navegando no Sado






Sonho
Sonhei que caminhava sobre as águas
Num navegar perfeito sobre as ondas.
Ai! As vagas adormecidas
Caladas e cambaleantes
Como cordeiros enfeitiçados na boca do lobo.
Havia o murmúrio dos remos cortando a maciez da maré.
E a esperança de alcançar as margens do meu sonho sonhado.
Onde me levarão estas trevas impuras
Porque brilham ao longe teus olhos ardentes
Porque não descansa esta febre de acordar
Este delírio inconsciente que me mantém erguido.

Sonhei que passeava sobre as águas
Num navegar perfeito sobre as ondas
Por entre reflexos de lenços brancos
 Acenando despedidas
Porque não brilham ao longe os faróis que me norteiam
Porque se calam as vozes que me guiam
Ai ! Estas vagas adormecidas
Esta preguiça de adivinhar
Que braços aflitos restaram na praia
Que ao longe me viram naufragar.

Autor: José  Manuel Alves





segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O Paraíso


A gruta



A Natureza



Olho a Natureza e o que sinto?

A pele arrepiada, os olhos esbugalhados

O inconformismo de não entender

Porque nos surpreendemos e exaltamos

Quando sentimos

O aproximar do incompreensível manifesto

Do universo pleno

Incomensurável mas simplicista

Que nos seduz e reduz

À insignificância do nada.



Autor: José Manuel Alves