segunda-feira, 29 de julho de 2013

Fontão - Loriga





FONTÃO



Pérola perdida

No silêncio da serra

Ali…

Onde o xisto se ergue majestoso

Nas formas irrequietas

Das casas do caminho.



A natureza é a única rainha

Que de verde se refresca

Nas calmas águas

Que correm no ribeiro e nos campos.



O vento agitando as folhas

No Barbo dos Lobos

É a única melodia que se escuta

Como um grito plangente

Do progresso que morreu

Cansado que estava

De galgar socalcos verdejantes e soalheiros.



Fui ao Fontão e voltei!

Mas deixei lá plantado o meu olhar de tristeza

Deambulando pelo passado esquecido

Escrito em dias de glória

Quando o risos das crianças

Ainda se ouviam

Pelos becos e ruas estreitas

Desenhadas em socalcos

Na lógica inventiva do povo simples.



Fui ao Fontão e voltei apaixonado

Pela beleza pura das aldeias da nossa terra.



Autor: José Manuel Alves




quinta-feira, 13 de junho de 2013

QUADRAS DE LORIGA




QUADRAS DE LORIGA

À chegada a Loriga
Cumprindo a tradição
Cantámos umas cantigas (às raparigas)
No Terreiro da Lição

Na levada do Teixeiro
Molhaste o teu vestido
Quando eu te vi rapariga (de Loriga)
Levei teu olhar comigo

No Reboleiro e na Praça
Quando passaste por mim
Cheiravas a rosmaninho (do caminho)
Carquejas e alecrim

Quadras de Loriga
Entoando alto
Alma em sobressalto
Pelas ruas fora
Á nossa maneira
Corações ao alto
Gente de Loriga
Aqui e agora.
Do adro à carreira
Cantando bem alto
Alma em sobressalto
Falamos assim
À nossa maneira
Corações ao alto
Somos alegria
Loriga é Assim

À porta da capelinha
Eu pedi a tua mão
Nossa Senhora da Guia (neste dia)
Guiai o meu coração.

Sob as estrelas do céu
No Outeiro á noitinha
Jurei-te eu serei teu (amor meu)
Juraste que serás minha

Do Regato às Penedas
Do Porto a São Ginês
Do Vinhô à Redondinha (Terra minha)
Penso em ti tanta vez

Refrão

Nas fontes da nossa terra
Mataste a sede de Verão
Bebendo com a tua boca (de garota)
Na concha da minha mão

Na quelha do Quebra-Costas
Não quebrei o coração
Ao lado da minha amada (De mão dada)
Foi perfeita condição

À saída de Loriga
Levo saudades de ti
Na hora da despedida (Minha querida)
Meu coração deixo aqui.

autor: José Manuel Alves