quinta-feira, 13 de junho de 2013

QUADRAS DE LORIGA




QUADRAS DE LORIGA

À chegada a Loriga
Cumprindo a tradição
Cantámos umas cantigas (às raparigas)
No Terreiro da Lição

Na levada do Teixeiro
Molhaste o teu vestido
Quando eu te vi rapariga (de Loriga)
Levei teu olhar comigo

No Reboleiro e na Praça
Quando passaste por mim
Cheiravas a rosmaninho (do caminho)
Carquejas e alecrim

Quadras de Loriga
Entoando alto
Alma em sobressalto
Pelas ruas fora
Á nossa maneira
Corações ao alto
Gente de Loriga
Aqui e agora.
Do adro à carreira
Cantando bem alto
Alma em sobressalto
Falamos assim
À nossa maneira
Corações ao alto
Somos alegria
Loriga é Assim

À porta da capelinha
Eu pedi a tua mão
Nossa Senhora da Guia (neste dia)
Guiai o meu coração.

Sob as estrelas do céu
No Outeiro á noitinha
Jurei-te eu serei teu (amor meu)
Juraste que serás minha

Do Regato às Penedas
Do Porto a São Ginês
Do Vinhô à Redondinha (Terra minha)
Penso em ti tanta vez

Refrão

Nas fontes da nossa terra
Mataste a sede de Verão
Bebendo com a tua boca (de garota)
Na concha da minha mão

Na quelha do Quebra-Costas
Não quebrei o coração
Ao lado da minha amada (De mão dada)
Foi perfeita condição

À saída de Loriga
Levo saudades de ti
Na hora da despedida (Minha querida)
Meu coração deixo aqui.

autor: José Manuel Alves

domingo, 12 de maio de 2013

CAVALGADA



CAVALGADA

No cavalgar dos meus segredos
Como pincel movido pelos teus dedos
Num universo de cores.

Amores e desamores
Deixam saudades
Espadas vivas de ansiedade!

Num galopar de verdades virtualizadas
Segues agora apressada
Égua a esmo
Num caminho de silêncio soturno
Onde a Primavera cansada dorme na valeta
Mentindo à dor que a acorrenta.

Nas grades das prisões atormentadas
Nem os verdes olhos brilham de esperança
E só os tons amarelecidos pela Invernia
Emolduram o persistente esmorecer
Das cores vivas dos prados
Dos cavalos inventados
Sobre as lezírias outrora verdejantes.
Mas, de quadros nada te direi
De quadros nada sei
Apenas adoro
A liberdade de cavalgar a toda a brida
Num caminho de consciências insubmissas.

Autor: José Manuel Alves

A FLOR




SONHOS 

Inventos de alma contrafeita

Acreditando, o sonho a tudo sabe

Inspiração surrealista e imperfeita

Reversos nebulosos da verdade



Cânticos em manhã de suavidade

Impossíveis que o coração aceita

Tentáculos rasgando a obscuridade

Ansias da alma perdida, insatisfeita



Sonhar é a vontade a correr mundo

Sobre iluminado vale profundo

Onde vive a realidade mascarada



Setas peregrinam vagueando

Como gaivotas idílicas voando

Na muda ilusão do tudo ou nada.



Autor: José Manuel Alves

sábado, 11 de maio de 2013

CAIS DOS AVIEIROS

O CAIS SAUDADE
Cada estaca é uma história
Cada história é uma lida
Cada lida é uma vitória
Cada vitória uma vida


Cada tronco é uma saudade
Cada saudade é partida
Cada partida é maldade
Cada adeus é despedida


Cada tábua é um soalho
Cada soalho um caminho
Cada caminho um atalho
Cada atalho é um espinho


Cada corda é um cansaço
Cada cansaço um gemido
Cada gemido um abraço
Cada abraço um sentido


Cada cais é uma lembrança
Cada lembrança uma dor
Cada dor é uma esperança
Cada esperança um amor.
Autor
José Manuel Alves