sexta-feira, 15 de março de 2013

A RIBEIRA


RIBEIRA

Pela Ribeira caminhei
Na ribeira eu cresci.
As águas não param
Numa sequência revolta
No enrolar das fragas.

Na ribeira caminhei
Na ribeira me despi
De mágoas
E nas águas
Afoguei o cansaço.

Na ribeira descobri
A liberdade de ser
Filho da natureza
Sob a beleza
Dos reflexos
Do sol de verão

Na ribeira fui criança
Naveguei a incerteza
Fui adulto
Esperança.

Vem amigo
Semear recordações
Nas águas geladas que passam.

Autor José Manuel alves.

quarta-feira, 13 de março de 2013

BELEZA SERRANA - LORIGA

Beleza Serrana

Misto de simplicidade e realeza
Sem pedras preciosas este tesouro
Vale o peso do mundo inteiro em ouro
Tão sublime! Tão enfeitado de beleza.

A fino traço desenha a mãe natura
Quadros de cores vivas e agrestes
Entre Choupos Pinheiros e ciprestes
Pintados na sapiência da arte pura.

No negrume a luz da tarde se declina.
No alto do céu o azul se desvanece
Colam-se os aromas nas narinas

Na acalmia da brisa que esmorece
Vestem-se de princesas e meninas
As flores, e a Primavera acontece.

Photo e poesia: José Manuel Alves

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sexta-feira, 8 de março de 2013

DIA DA MULHER


MULHER

É um ser divino
Desafiando o infinito
Uma simbiose de deusa e rainha
Senhora do universo

Mulher
São lágrimas, emoção, esperança
Jardim de mil carinhos , perdão
A ousadia de albergar dentro de si
O manancial da vida eterna
A semente do mundo
Que jorra do seu ventre.

Mulher é mãe
Tem na voz a  doce melodia que nos embala
A mão que enxuga as nossas lágrimas
E muito cedo nos aponta o caminho da vida


Mulher é amor
È companheira
A magica sedutora que nos encanta
A secreta paixão que nos arrebata
Um ser delicado e frágil
Ou a força do grito que se ergue
Sobre as adversidades  que a derrubam.

Mulher é o sorriso franco que nos estonteia
Tem a sabedoria das palavras caladas
A virtude da sóbria omnipotência
Do mundo rendido a seus pés
Mulher é o tudo que nos completa
O espelho das nossas ansiedades
A alegria que enche os nossos corações.


Poderá ser bela ou feia,
Pobre ou abastada
Branca ou  negra
Alta ou baixa
Ainda assim
Grandiosa
Sempre e eternamente
Mulher.

Autor: José Manuel Alves

domingo, 17 de fevereiro de 2013





A PONTE VASCO DA GAMA

Partes dos nossos olhos e acabas no infinito
No arredondar perdido na miragem
Da outra margem
No culminar perfeito da elegância do traço
Que mais parece um abraço
Que nos puxa e transporta ao além.

Cada pilar é um monumento
Ao atrevimento ousado
Da sustentação...
Imaginação!
Autêntica e incrível simbiose
Entre as águas azuis
E o céu espantado
Perdido em enfeites

Vais e vens a todos os instantes
Num alucinante percorrer das horas
Na distância
Que não cansa
E leva o nosso olhar
Até ao infinito arredondado
Na miragem
Da outra margem

Autor fotos e poesia
José Manuel Alves





quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

PARTIDA




PARTIDA

Eu Parto
tu partes
deixando um pouco do que trouxemos
levando um pouco do que encontrámos
Apaziguando esta  insaciável sede
De tudo  saber! tudo olhar.

As amarras  estão soltas
Os acenos calaram-se
O apito rasgado da partida
Acabou  de editar mais uma página de recordações.

sonhamos outras chegadas
Outros portos de sorrisos rasgados!
acenos perdidos….
num completo rodopio desvairado
No carrocel de  fantasia
Do nosso mundo de ilusões e sonhos

Autor: José Manuel Alves

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O MAR TUDO ME DIZ TUDO ME CONTA





O MAR TUDO ME DIZ , TUDO ME CONTA



Olho o mar e fico a pensar

O mar tudo me diz

Tudo me conta.



O oceano é um grito plangente

Em mística linguagem

Aos meus ouvidos

Como um cavalo a trote

Afugentado por melodias

De voz amarga



O mar é tão grande

Que não cabe na minha janela

De tão inquieto e arisco

Nem um punho de força o prende

Perdido que fica entre as lamúrias

Das ladainhas e preces de morte anunciada.



As sereias são as suas namoradas

E agitam-se enciumadas  

Afogando as traineiras

Em mistérios e lendas

Num constante derrubar.



O mar é lonjura

É sal de lágrimas

È maldição das vagas

Explodindo em arco na areia da praia

Num ribombar gritante

De cólera incontida.





V ersos de fascínio e magia

Secretismos de lonjuras

Baloiças ao entardecer

Em alisamentos suaves

De Inconsequente  acalmia.



Ajoelho-me na areia

Olho o mar e fico a escutar

O mar tudo me diz

Tudo me conta.



Autor: José Manuel Alves





quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O TELEFÉRICO




O TELEFÉRICO

Sempre em contínuo vai vém
O teleférico num instante
Vai daqui até além.

Como asas de condor
Voam rasantes a paisagem
Presos aos cabos com vigor
Nas torres e na ancoragem

Os corações a galope
Baloiçam no movimento
Descompassados, a trote
Nas ousadias do vento

Com um olhar cadavérico
Entre o medo da viagem
No compartimento esférico
Inventamos a coragem

No vagaroso vai vem
Em movimento genérico
Depressa estamos no além
Inteiros no teleférico.

Autoria. José Manuel Alves