MUSICA - FOTOGRAFIA - POESIA * Fotografia em: http://josalvespt.podiumfoto.com/ * www.olhares.com/josalvespt
sábado, 1 de setembro de 2012
domingo, 26 de agosto de 2012
CONVENTO DO CARMO
RUINAS DA
IGREJA
Quem te disse
que a vida é eterna flor
Quem sobre ti
escreveu eternidade
Quem te
revestiu de árvores de saudade
Alguém que
nunca soube o que é o amor
Crescem-te nas
entranhas vivas flores
Que Na
Primavera espreitam à janela
Como querendo
prostrar-se na lapela
Dos que
passam indiferentes às tuas dores
Quem te abandonou?
Que importa?
O Inverno já
espreitou a tua porta
Não é a vida um
constante derrubar?
Outrora eras Igreja,
eras menina
Hoje o teu
destino é a ruína
Ruindo…
ruindo até tombar.
Autor:
José Manuel
Alves
sábado, 25 de agosto de 2012
O VELHO MOINHO
Girando, Girando
Perdido no tempo
No contínuo milagre
De transformar o milho e o centeio
No pão de cada dia.
Girando ,girando
Como cantando
Ao ritmo da mó
Que a água da ribeira entontece
Sem dó
Em círculos infinitos.
Girando, girando
És um senhor
Sem tempo, sem idade
Na eternidade das lembranças
De tantas crianças
Que sabem de cor
A melodia de cadência ritmada
Do arrastar da pedra sobre pedra.
Girando, girando
Resistindo ao caruncho
E ao progresso…
Deixa-nos mudos
No regresso
Às histórias e recordações de infância
Escritas na memória
Em livros de letras douradas.
Autor: José Manuel Alves
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
LISBOA
RUAS
Por estas ruas me vou
Carregando horas de fantasia
Pensamentos perdidos , algures
Entre os desenhos lógicos da calçada.
Eu cantaria mesmo que o sol não existisse
Mesmo que tivesse de inventar
versos nas sombras lentas dos teus olhos.
Eu sorriria mesmo que as palavras
Se afundassem em sílabas de agonia lenta
Rimas geradas
Na eloquência do teu silêncio sentido.
Eu amaria mesmo que não houvesse flores
em cada esquina inventaria o teu sorriso
em cada pedra escreveria uma letra do teu nome
e com elas inventaria novas ruas como esta
por onde me vou
carregando pensamentos de fantasia.
Autor: José Manuel Alves
terça-feira, 21 de agosto de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
LISBOA
LONJURA
Tão perto de tão longe estás que não resisto
Transformar as avenidas de Lisboa
Em gaivotas de luz, voando à toa
E procurar-te onde decerto tu existes.
Estendo a mão, convicto, toco em ti
Como se o teu corpo do meu se desprendesse
E num longínquo abraço estremecesse
Tão distante mas tão próxima te senti
Se para te ver o pensamento atravessasse
A luz que os teus olhos irradiam
Não haveria obstáculo que o travasse
Teus olhos outros olhos não veriam
Tão-somente aqueles de quem te amasse
E tão perto, de desejo arderiam.
Autor: José Manuel Alves
sábado, 11 de agosto de 2012
PAPOILA
PAPOILAS
Rubro incandescente e altivo
Sobre o trigal.
Papoilas são gritos
Gargalhadas de sangue
Labaredas de lume
Nas cores mansas do pastoreio.
Odores de venenos libertinos
Estames de ópio viciante
Desafios à inocência serena
No vermelho de esperança
Das hastes e corolas aveludadas.
Papoilas
São obras de arte
Belezas alucinantes em sobressalto
Primaveras angustiadas
Aguardando as foices de dentes ávidos
Nas mãos de moçoilas de olhar
ausente.
Esquecidas...
Restam-se no chão
Esvaindo-se lentamente
Como gargalhadas de sangue
Entre as ervas daninhas do restolho
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