MUSICA - FOTOGRAFIA - POESIA * Fotografia em: http://josalvespt.podiumfoto.com/ * www.olhares.com/josalvespt
terça-feira, 21 de agosto de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
LISBOA
LONJURA
Tão perto de tão longe estás que não resisto
Transformar as avenidas de Lisboa
Em gaivotas de luz, voando à toa
E procurar-te onde decerto tu existes.
Estendo a mão, convicto, toco em ti
Como se o teu corpo do meu se desprendesse
E num longínquo abraço estremecesse
Tão distante mas tão próxima te senti
Se para te ver o pensamento atravessasse
A luz que os teus olhos irradiam
Não haveria obstáculo que o travasse
Teus olhos outros olhos não veriam
Tão-somente aqueles de quem te amasse
E tão perto, de desejo arderiam.
Autor: José Manuel Alves
sábado, 11 de agosto de 2012
PAPOILA
PAPOILAS
Rubro incandescente e altivo
Sobre o trigal.
Papoilas são gritos
Gargalhadas de sangue
Labaredas de lume
Nas cores mansas do pastoreio.
Odores de venenos libertinos
Estames de ópio viciante
Desafios à inocência serena
No vermelho de esperança
Das hastes e corolas aveludadas.
Papoilas
São obras de arte
Belezas alucinantes em sobressalto
Primaveras angustiadas
Aguardando as foices de dentes ávidos
Nas mãos de moçoilas de olhar
ausente.
Esquecidas...
Restam-se no chão
Esvaindo-se lentamente
Como gargalhadas de sangue
Entre as ervas daninhas do restolho
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
O NOSSO OLHAR NO MAR
O NOSSO OLHAR, NO MAR
Em frente o mar, inocente
imaginado
Um telúrico de beleza
incandescente
Que apazigua o olhar arguto, apaixonado
No vaivém dos caminhos do poente
Mar invicto que saboreio
nesta imagem
Que de tão bela a pele queimada
se arrepia
Deambula o pensamento na miragem
No alongamento do teu olhar de
maresia
Onda inventada numa praia de
aventura
Arrastando o coração e o
pensamento
Indiferentes ao mundo que murmura
Enciumado e insensível, como o
vento
Que nos segreda num momento de
loucura
A vida começa aqui, neste momento.
Autor: José Manuel Alves
sábado, 28 de julho de 2012
SONHOS
SONHOS
Inventos de alma contrafeita
Acreditando, o sonho a tudo sabe
Inspiração surrealista e imperfeita
Reversos nebulosos da verdade
Cânticos em manhã de suavidade
Impossíveis que o coração aceita
Tentáculos rasgando a obscuridade
Ansias da alma perdida, insatisfeita
Sonhar é a vontade a correr mundo
Sobre iluminado vale profundo
Onde vive a realidade mascarada
Setas peregrinam vagueando
Como gaivotas idílicas voando
Na muda ilusão do tudo ou nada.
Autor: José Manuel Alves
CAMINHOS INFINITOS
CAMINHOS SEM FIM
O meu caminho é um desafio
De perigos e sobressaltos
De aventuras, contastes
Que percorro como um malabarista
Na corda bamba.
O meu caminho é um destino
De alçapões e labirintos
Onde só a luz dos teus olhos me guia.
A mina estrada é como um réptil
Enredando-se na imaginação imprecisa
Quando sobre as águas as minhas vontades se afundam
Na dança bizarras das sombras do crepúsculo.
Ergues os teus dedos
Como Um farol peregrino
Que me alumia e conduz
No complexo labirinto da estrada
Que desaba e se afunda
Sempre que os meus pés
Te seguem e perseguem
Numa desmedida ânsia
De te inventar princesa
Nos meus sonhos de fadas.
Autor José Manuel Alves
SOMBRAS
SOMBRAS
Sombras são pedaços de nós
Fantasmas que nos seguem
Como demónios apaixonados
Rastejando ousados pelas ruas
Subindo e descendo como loucos
As paredes e os muros dos caminhos
Prendem-se silenciosas
À cadência dos nossos passos
E sem cansaços, elas são
O nosso eu bizarro
Em desgarro
tingido de escuridão.
Espreitam-nos na madrugada
Ou na ensolarada tarde.
Sem alarde, avivam-se no luar
E no passar, enredam-se na luz
Que as ressuscita e seduz
Como maldições ao nosso olhar.
Sombras são pedaços de nós
Fantasmas vivos
Sem alma e sem razão
Obcecados e perdidos
Perseguem-nos, famintas
Arrastando-se no chão.
Autor
José Manuel Alves
Sombras são pedaços de nós
Fantasmas que nos seguem
Como demónios apaixonados
Rastejando ousados pelas ruas
Subindo e descendo como loucos
As paredes e os muros dos caminhos
Prendem-se silenciosas
À cadência dos nossos passos
E sem cansaços, elas são
O nosso eu bizarro
Em desgarro
tingido de escuridão.
Espreitam-nos na madrugada
Ou na ensolarada tarde.
Sem alarde, avivam-se no luar
E no passar, enredam-se na luz
Que as ressuscita e seduz
Como maldições ao nosso olhar.
Sombras são pedaços de nós
Fantasmas vivos
Sem alma e sem razão
Obcecados e perdidos
Perseguem-nos, famintas
Arrastando-se no chão.
Autor
José Manuel Alves
Subscrever:
Mensagens (Atom)


