sábado, 9 de junho de 2012

CANTAR LORIGA




CANTAR LORIGA


Quando alguém espreita do mirante
Deslumbra-se o visitante
Numa imagem sem igual
Loriga é das vilas mais bonitas
Mais vistosas, mais catitas
Deste Nosso Portugal

Chega o Inverno veste-se de branco
Refugia-se no manto
Que a neve abençoou
Como um postal ilustrado
No seu brilho imaculado
Que a natureza pintou.

Refrão 1

Anda vem cantar esta cantiga
Vem a Loriga! Vem a Loriga!
Espreitar as casas pequeninas
Ver as ruas estreitinhas
Ouvir o povo Cantar.

Anda vem daí vem a Loriga
Conhecer a nossa gente
Como brilha o seu olhar
Quando do mirante, orgulhosos
Os Loriguenses vaidosos
Não se cansam de a mirar.

Refrão 2

Anda  vem daí desce à ribeira
Vem ver as Aguas a borbulhar
Nas cascatas de águas cristalinas
Que Descem pelas colinas
E Encantam o nosso olhar

Anda vem daí rimar cantigas
com as raparigas
Desta Vila sem igual
Em Loriga nasceu a beleza
Brindou-nos a natureza
Com A Praia Fluvial.


Nossa Senhora da Guia
Abençoa noite e dia
Os filhos da nossa terra
Imigrantes pelo mundo
Divulgam com amor profundo
A estrela da nossa  serra

Nas  noites de São João
Dançamos de mão na mão
E Saltamos a fogueira
Quem ama Loriga não esquece
Toda a gente se conhece
Desde o fundo à carreira.

Música, Letra e Vídeo
Autor: José Manuel Alves


sábado, 26 de maio de 2012

Garganta de Loriga



A GARGANTA

A garganta que me espanta
Que me seduz e encanta
Na alternância das águas vagarosas
Serpenteando serenas
Como um rio de cristal
Ou revoltas como enfeitiçadas
Na pressa com que galgam afoitas os penhascos
Desenhando caminhos de incerteza
Em direção ao fundo
Extravasando os obstáculos que as prendem
Caindo inertes em cascatas  e bicarões
 Sobre as pedras mudas e disformes
Que as dividem e as encaminham  na ribeira.


Gélidas , e cristalinas
Descem pelas encostas
Entoando cânticos de notas  irrequietas
Rodopiando nas “piorcas”
Como moinhos de água mole
Desgastando a dureza das pedras
Abrindo inquietantes covas redondas
Profundas e arrepiantes 
Nas fragas que brilham com laivos de diamantes.
Quando o sol do meio-dia
Incide sobre a mica e o quartzo do granito.

 Perdem-se os nossos olhos no espanto
Do encanto que nos atrai e conquista
Sempre que olhamos a garganta.
Seja de cima ou de baixo
Silenciosa e bela
Convidando-nos a segui-la.

Photo e poesia - José Manuel Alves

PRAIA FLUVIAL DE LORIGA


Praia Fluvial de  Loriga

sábado, 19 de maio de 2012

Belém


BELÉM


ANCORA

Crescem meus temores na ansiedade
Capaz de submergir meu pranto
Matando o invulgar aconchego
Do teu coração ancorado
No meu espírito.
Esta inércia de pensar
Este desassossego do olhar
Este esmolar de paz
No ímpeto da brandura plácida
Deste mar de pensamentos.

No místico dos caminhos
Profetizam esperanças
Meus olhos magoados
Numa cegueira bendita
Sem culpas inquisidoras.
Lanço a mão à âncora cansada
De prender meus anseios.
Já pouco me resta para ver
Neste mar sem fundo
Que a corrente rasga
Ate a âncora prender no lodo
o barco da minha vida
A esmo e náufrago
De ideias Vazias.

foto e poesia:
 José Manuel Alves

O Farol


O FAROL