MUSICA - FOTOGRAFIA - POESIA * Fotografia em: http://josalvespt.podiumfoto.com/ * www.olhares.com/josalvespt
sábado, 5 de maio de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
LORIGA à noite
Loriga à Noite
Tranquilidade e paz
Alma serena espreitando das colinas
Como se do império da sombras
Rainha fosse.
È a hora do espanto
Do adivinhar das recordações
Do sentir do vento nas folhagens
Como bruxas assustadas
Rezando ladainhas
Ladeira abaixo
Cegas de luzes assombradas.
Já não se ouvem os chocalhos
Nem sequer as algazarras
Das cigarras.
A noite chegou descalça
Galgando as colinas!
Vagarosa e negra
Acomoda-se nas ruas e quelhas
Escondendo-se à socapa
Das luzes dos candeeiros
Como laranjas doiradas
Cobertas de Lençóis de linho.
Na torre da Igreja soa a badalada das Três!
Escuta-se à distância o ementar das almas
Vazando o silêncio com melodias e preces
Num remoinho de perguntas e respostas
Aos que, no Purgatório
Pedem perdão de joelhos.
Restamo-nos na serenidade
Embalouçados na mudez das palavras
Esmiuçando devagarinho
As recordações
Escritas na beleza da noite.
Autor:
José Manuel Alves
terça-feira, 24 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
A FANDEGA
FANDEGA - Ruinas - Loriga
Ruínas de
Uma Fábrica de Lanifícios.
Hà muito se calaram os teares
Onde as “lançadeiras” endoidadas
Entrelaçavam como loucas,
A trama de infindáveis fios de lã
Que a incansável “fiação” enrolava nas canelas
Num estonteante vaivém ritmado.
Há muito desaparecerem os concêntricos tambores
Rodando alinhados ao longo do comprido veio
Que no alto das paredes impulsionavam
As enormes correias de couro
Sedutoras do nosso olhar
Num carrossel ensurdecedor
Que abalava os tímpanos.
Há muito os cardos deixaram de “esgarrar”
As mãos calejadas e
ágeis dos cardadores
Manipulando experientes
Os fardos de lãs
Chegados das tosquias.
Há muito se esvaiu o odor
carregado das tintas
Que se escapava das caldeiras
E do “Hidro” da tinturaria
Há muito desapareceu o olhar
Das fiandeiras, tecelões,cardadores,
Cerzideiras, Atadeiras
Espinçadeiras, Urdideiras..
Trabalhadores vestidos de
ganga
Desafiando o azul do Céu na Primavera.
Contrastando com as cores vivas ou apagadas
Dos “cortes” de fazenda
Estendidos a secar como bandeiras
Esticadas à força
Na “ Rambola”.
Na “ Rambola”.
Hoje, apenas te sobraram as paredes nuas
Erguidas num sepulcral silêncio
Só cortado pelo cantar indiferente
Das águas da ribeira
Que antes faziam girar a
tua alma
Em forma de roda gigante
Autor:
José Manuel Alves
terça-feira, 17 de abril de 2012
Montanhas
Serra em flor
Respiro em ti o ar da
madrugada
Entremeado de
urgueira e rosmaninho
Em carquejas de
fogo no caminho
Serpenteando na
encosta escarpada
Digo de ti nas curvas
das estradas
Que o céu e a
terra em pranto humedeceram
perdidas se ficaram
enquanto deram
Em florir rosas
deslumbradas
Mais alto, no mais
alto inatingível
Uma coroa de estrelas na rainha
Ufana, de beleza imperecível
Altiva sobre a neve cintilante
prostrado te declaro serra minha
És a minha amada , a minha amante
Foto e Poesia: José MAnuel Alves
sábado, 14 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
BELEZA SERRANA
Beleza Serrana
Misto de simplicidade e realeza
Sem pedras preciosas
este tesouro
Vale o peso do mundo inteiro em ouro
Tão sublime! Tão enfeitado de beleza.
A fino traço desenha a mãe natura
Quadros de cores vivas e agrestes
Entre Choupos Pinheiros e ciprestes
Pintados na sapiência da arte pura.
No negrume a luz da tarde se declina.
Ao alto o céu o azul se desvanece
Colam-se os aromas nas narinas
Na acalmia da brisa que esmorece
Vestem-se de princesas e meninas
As flores, e a Primavera
acontece.
Photo e poesia: José Manuel Alves
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