MUSICA - FOTOGRAFIA - POESIA * Fotografia em: http://josalvespt.podiumfoto.com/ * www.olhares.com/josalvespt
domingo, 1 de abril de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
O TEJO E A PONTE
A PAISAGEM DUM SONHO
Como um rio adormecido
No abandono das marés idas
Sento-me e descanso
Nesta paisagem de beleza adivinhada.
Em tempos… imaginei o mar
Na ambição das minhas janelas.
Um navio de sonhos!
Velas de pensamentos!
Navegar à bolina ao sabor do acaso
Nas linhas sinuosas e irreverentes
Duma juventude de destinos por editar.
Sulquei mundos de solidão
Onde se escreve saudade com palavras mordidas
Ali! onde as esperanças anoitecem em cada madrugada
E as mãos se retorcem ansiosas
Numa espera de tortura.
Pela madrugada, quis voltar
Às saudades da paisagem do meu Tejo
Ancorado num azulejo de beleza adivinhada
Numa passividade arrepiante
Contando as horas
Até que de novo sinta
O ressuscitar das marés
Photo e poesia:
José Manuel Alves
Como um rio adormecido
No abandono das marés idas
Sento-me e descanso
Nesta paisagem de beleza adivinhada.
Em tempos… imaginei o mar
Na ambição das minhas janelas.
Um navio de sonhos!
Velas de pensamentos!
Navegar à bolina ao sabor do acaso
Nas linhas sinuosas e irreverentes
Duma juventude de destinos por editar.
Sulquei mundos de solidão
Onde se escreve saudade com palavras mordidas
Ali! onde as esperanças anoitecem em cada madrugada
E as mãos se retorcem ansiosas
Numa espera de tortura.
Pela madrugada, quis voltar
Às saudades da paisagem do meu Tejo
Ancorado num azulejo de beleza adivinhada
Numa passividade arrepiante
Contando as horas
Até que de novo sinta
O ressuscitar das marés
Photo e poesia:
José Manuel Alves
sábado, 17 de março de 2012
SINOS
POEMA DOS SINOS
Bradam os sinos de bronze
Numa súplica de alegria.
Tinem pelas ruas adormecidas
Badaladas sonantes
Vibrantes
Em cadência pautada.
Tocam os sinos de bronze
Num tinido cristalino
Anunciando as horas
Das núpcias ou procissão
Do recolher ou da oração
Na alternância do balançar dos badalos
Ora aturdidos ora eufóricos
Repetidamente martelando o carrilhão.
Repicam os sinos de bronze
Ouvem-se de perto e de longe
Fazendo vibrar o silêncio perfumado
Das ruas cobertas de giestas e rosmaninho
Sobre o pálio festivo.
Em Dia de Ramos.
Tocam os sinos a rebate
E o povo junta-se na Praça
Com clamor, punho no ar
Erguido contra a desgraça.
Calam-se os sinos da igreja
E nasce o silêncio da paz
Das almas confortadas
No regresso ao abismo calado
Do adormecer sereno.
Pho e poesia:José MAnuel Alves
Bradam os sinos de bronze
Numa súplica de alegria.
Tinem pelas ruas adormecidas
Badaladas sonantes
Vibrantes
Em cadência pautada.
Tocam os sinos de bronze
Num tinido cristalino
Anunciando as horas
Das núpcias ou procissão
Do recolher ou da oração
Na alternância do balançar dos badalos
Ora aturdidos ora eufóricos
Repetidamente martelando o carrilhão.
Repicam os sinos de bronze
Ouvem-se de perto e de longe
Fazendo vibrar o silêncio perfumado
Das ruas cobertas de giestas e rosmaninho
Sobre o pálio festivo.
Em Dia de Ramos.
Tocam os sinos a rebate
E o povo junta-se na Praça
Com clamor, punho no ar
Erguido contra a desgraça.
Calam-se os sinos da igreja
E nasce o silêncio da paz
Das almas confortadas
No regresso ao abismo calado
Do adormecer sereno.
Pho e poesia:José MAnuel Alves
quinta-feira, 15 de março de 2012
CEGONHA
POEMA DAS CEGONHAS
Do alto do seu ninho espreitam
Desconfiadas, altivas e tristonhas
Num encantado idílio de cegonhas
Rainhas do céu, que me deleitam
Os galhos são artes que flamejam
Com perícia, cada um entrelaçado
Na simplicidade de um trono adaptado
Ao reino dos homens que as invejam
Asas do tamanho de aventuras
Bicos alongados e bonitos
Pernaltas de caminhos infinitos
Senhoras dos céus e das alturas
Olho-as e penso com desdém
Bom seria partilhar essa magia
De percorrer os ares com a ousadia
De quem nada possui e tudo tem.
Photo e poesia: José Manuel Alves
Do alto do seu ninho espreitam
Desconfiadas, altivas e tristonhas
Num encantado idílio de cegonhas
Rainhas do céu, que me deleitam
Os galhos são artes que flamejam
Com perícia, cada um entrelaçado
Na simplicidade de um trono adaptado
Ao reino dos homens que as invejam
Asas do tamanho de aventuras
Bicos alongados e bonitos
Pernaltas de caminhos infinitos
Senhoras dos céus e das alturas
Olho-as e penso com desdém
Bom seria partilhar essa magia
De percorrer os ares com a ousadia
De quem nada possui e tudo tem.
Photo e poesia: José Manuel Alves
terça-feira, 13 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Apenas uma Flor
UMA FLOR COM AMOR
Saindo dos meus dedos de magia
Quem diria
Uma flor com amor
Florescendo na simplicidade do gesto
Bate o coração apressado
Mar de sentimentos que o embala
Num barco de frases e melodias
Que em sereno rodopio
Nos enlaça e abraça
Num palco de fantasia.
Impressionante
É descobrir uma flor interessante
Num vaso de fantasia
Perfeita em simetria
Bela e aprumada
No jardim da madrugada
Com odores que tornam sempre
A Primavera rainha.
Photo e poesia :Josalves
domingo, 26 de fevereiro de 2012
A MÃO E O PAU DE CANELA
AS MÃOS
A minha mão
A tua mão
A tua mão na minha mão
As minhas mãos e as tuas
As duas!
Mãos que acariciam
Escrevem e falam.
Mãos que se torcem em desespero
Quando fazem a guerra
Mãos de paz
Quando te apraz
E seguras o arado
Rasgando a terra
Mãos erguidas em prece
Mãos de perdão e de açoite
Mãos que se perdem em carícias
Quando acontece
A noite.
São elas adeus
Raiva, acenos
Capazes dos gestos mais cruéis e obscenos
Capazes dos afagos mais doces e serenos
Mãos de adeus, de despedidas
Mãos de raiva e de guitarra
De sufocos e farra
De lágrimas contidas.
São assim as minhas e as tuas
Calejadas e nuas
Vivas nm mundo de sentidos
Divididos
Entre as duas.
Photo e Poesia: José Manuel Alves
A minha mão
A tua mão
A tua mão na minha mão
As minhas mãos e as tuas
As duas!
Mãos que acariciam
Escrevem e falam.
Mãos que se torcem em desespero
Quando fazem a guerra
Mãos de paz
Quando te apraz
E seguras o arado
Rasgando a terra
Mãos erguidas em prece
Mãos de perdão e de açoite
Mãos que se perdem em carícias
Quando acontece
A noite.
São elas adeus
Raiva, acenos
Capazes dos gestos mais cruéis e obscenos
Capazes dos afagos mais doces e serenos
Mãos de adeus, de despedidas
Mãos de raiva e de guitarra
De sufocos e farra
De lágrimas contidas.
São assim as minhas e as tuas
Calejadas e nuas
Vivas nm mundo de sentidos
Divididos
Entre as duas.
Photo e Poesia: José Manuel Alves
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