MUSICA - FOTOGRAFIA - POESIA * Fotografia em: http://josalvespt.podiumfoto.com/ * www.olhares.com/josalvespt
sábado, 7 de janeiro de 2012
O OLHAR E AS PALAVRAS
ROSA
PASSEI Á TUA PORTA
Passei à tua porta
E não me viste
Nem sequer sentiste
Meu coração galopando
Quando estavas olhando
De pé, na janela
Sorrindo! Tão Bela!
Olhavas indiferente
Sabendo-me ausente
Mas eu estava ali
Ansioso de ti
Desejando abraçar-te!
Desejando beijar-te!
Mas tu não me viste
Nem nada sentiste
Quando na hora morta
Deixei uma flor na tua porta.
Photo e poesia: José Manuel Alves
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
CASINHA ÓBIDOS
EM FRENTE DA TUA PORTA
Em frente da tua janela há uma escada
Onde tantas vezes me sento a esperar
Perdido numa visão enciumada
Quando enches de acendalhas o luar.
Em frente da tua porta há muralhas
Que impedem os teus olhos de me ver
Endoidas meu coração como navalhas
Numa dolente paixão de enlouquecer
Na fachada da tua casa há várias flores
Que te enfeitam e perfumam de amores
Debruçada que és no varandim
Na crescente penumbra enluarada
Espero-te enfeitiçado na escada
Acenando e sorrindo para mim.
Em frente da tua janela há uma escada
Onde tantas vezes me sento a esperar
Perdido numa visão enciumada
Quando enches de acendalhas o luar.
Em frente da tua porta há muralhas
Que impedem os teus olhos de me ver
Endoidas meu coração como navalhas
Numa dolente paixão de enlouquecer
Na fachada da tua casa há várias flores
Que te enfeitam e perfumam de amores
Debruçada que és no varandim
Na crescente penumbra enluarada
Espero-te enfeitiçado na escada
Acenando e sorrindo para mim.
photo e poesia: José Manuel Alves
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
CASA DE GRANITO E XISTO - Loriga
SERRA EM FLOR
Respiro em ti o ar da madrugada
Entremeado de urgueira e rosmaninho
Em carquejas de fogo no caminho
Serpenteando na encosta escarpada
Digo de ti nas curvas das estradas
Que o céu e a terra em pranto humedeceram
perdidas se ficaram enquanto deram
Em florir rosas deslumbradas
Mais alto, no mais alto inatingível
Uma coroa de estrelas na rainha
Ufana, de beleza imperecível
Altiva sobre a neve cintilante
prostrado te declaro serra minha
És a minha amada , a minha amante
photo e poesia:
José Manuel Alves
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
ORQUÍDEA BRANCA
MÃOS DE ORQUÍDEAS BRANCAS
As tuas mãos de orquídeas brancas
Sãs nuvens inalcançáveis
Ao sabor do vento!
Belas e fugidias!
Ao mesmo tempo grandes e pequenas
Do tamanho preciso
Dos meus pensamentos.
O que está errado no silêncio
Das frases engolidas
Quando me crescem no olhar
As linhas suaves e compreensivas
Do teu sorriso??
Sonhar é um desafio
Mágico e ousado
De cabeça perdida algures
No corredor das vontades.
Se a memória se resta queda
em quarto crescente,
Arrasta e torna duradoura a preguiça
De ir apagando mágoas
Reescrevendo novos tempos
De alegrias fingidas.
Mas as tuas mãos são sempre
Um barco de orquídeas brancas
Como um farol intenso
Rasgando de improviso
Palavras reescritas
Num oceano de destinos impossíveis.
Photo e Poesia
José Manuel Alves
As tuas mãos de orquídeas brancas
Sãs nuvens inalcançáveis
Ao sabor do vento!
Belas e fugidias!
Ao mesmo tempo grandes e pequenas
Do tamanho preciso
Dos meus pensamentos.
O que está errado no silêncio
Das frases engolidas
Quando me crescem no olhar
As linhas suaves e compreensivas
Do teu sorriso??
Sonhar é um desafio
Mágico e ousado
De cabeça perdida algures
No corredor das vontades.
Se a memória se resta queda
em quarto crescente,
Arrasta e torna duradoura a preguiça
De ir apagando mágoas
Reescrevendo novos tempos
De alegrias fingidas.
Mas as tuas mãos são sempre
Um barco de orquídeas brancas
Como um farol intenso
Rasgando de improviso
Palavras reescritas
Num oceano de destinos impossíveis.
Photo e Poesia
José Manuel Alves
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
É NATAL É NATAL
É NATAL É NATAL
Apenas, e tão só
24 Horas.
Em que deveríamos esquecer os egoísmos
E dar as mãos
Repensar que a vida é algo de efémero
Que não justifica os atropelos
A desumanização
O abandono!
Reflectir que nem tudo vale a pena
Quando pomos em causa os valores e o respeito pelos outros.
Quando alguém esfomeado nos estende a mão!
Quando crianças carregam desde a nascença
A culpa de terem nascido
Neste mundo cruel.
Afinal é Natal!
Tempo de sonhar que tudo poderia ser bem melhor
Tempo de olhar os outros e vermo-nos reflectidos
Nas suas angústias e desesperos
Nas suas alegrias e tristezas.
Vivemos no mesmo tecto
Olhamos as mesmas estrelas
Bebemos das mesmas fontes
Somos irmãos!
Os irmãos conhecem-se
E amam-se.
Photo e poesia: José Manuel Alves
Apenas, e tão só
24 Horas.
Em que deveríamos esquecer os egoísmos
E dar as mãos
Repensar que a vida é algo de efémero
Que não justifica os atropelos
A desumanização
O abandono!
Reflectir que nem tudo vale a pena
Quando pomos em causa os valores e o respeito pelos outros.
Quando alguém esfomeado nos estende a mão!
Quando crianças carregam desde a nascença
A culpa de terem nascido
Neste mundo cruel.
Afinal é Natal!
Tempo de sonhar que tudo poderia ser bem melhor
Tempo de olhar os outros e vermo-nos reflectidos
Nas suas angústias e desesperos
Nas suas alegrias e tristezas.
Vivemos no mesmo tecto
Olhamos as mesmas estrelas
Bebemos das mesmas fontes
Somos irmãos!
Os irmãos conhecem-se
E amam-se.
Photo e poesia: José Manuel Alves
Subscrever:
Mensagens (Atom)

