MUSICA - FOTOGRAFIA - POESIA * Fotografia em: http://josalvespt.podiumfoto.com/ * www.olhares.com/josalvespt
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Loriga - Ponte
A PONTE É UMA JANELA
A ponte é uma janela
E através dela
Verei á noite o luar.
Tornou-se a montanha pequenina
Descanso de ave peregrina
Ajustada ao horizonte do meu olhar.
A Ponte é a minha janela
E depois dela
Um caminho de águas a brilhar.
Lágrimas copiosas bendizendo
Em cada fraga que galgam, escrevendo
Uma novena de paz no meu olhar.
A Ponte será sempre uma janela
E através dela
Espreito à noitinha o luar
Sobre aquela montanha pequenina
Nas asas de uma ave peregrina
Enchendo de serenidade o meu olhar.
Photo e Poesia: José Manuel Alves
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
LORIGA -cascata
A CASCATA
Apressada, na dureza do granito
Descendo da serra até ao chão
Colorindo de branco o verde musgo
Que enfeita os contornos arredondados
Das pedras sedentas da ribeira.
Águas passadas não voltam!
Qual pintor, sem falsa modéstia
Rendido incondicionalmente
À beleza das águas transbordantes
Manipula um pincel de talento
E desenha nos nossos olhos surpreendidos
um quadro surreal.
Resto-me em doce vertigem
No borbulhar crescendo das águas cantantes
Cristalinas, gélidas mas vibrantes
Como uma sinfonia de sons
Nos prazeres do Outono agreste.
Photo e poesia: José Manuel Alves
terça-feira, 25 de outubro de 2011
RIO TEJO - AVIEIROS
MEU TEJO
Meu Tejo, meu amigo, meu regalo
Livro aberto de Histórias e viagens
Teu destino é morrer no oceano
O meu, é viver nas tuas margens
Tejo de maravilhas e de encantos
Como pontes serpenteando sobre as águas
Espreitar-te, é seduzir-me de espanto
Navegar-te, é esquecer tudo, até as mágoas
Espraiado nos pés desta Lisboa
Dormes o merecido sono dos marinheiros
Que de ti partiram e foram os primeiros
A descobrir outros mundos, gente boa
Quando as marés regressam das viagens
Trazem escritas saudades dos que se foram
Que de longe não esqueceram onde moram
Os que ficaram habitando as tuas margens.
Photo e poesia:
José Manuel Alves
domingo, 23 de outubro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
TERREIRO DO PAÇO E A LIBERDADE
TERREIRO DA PAÇO E A LIBERDADE
Passo e repasso
Girando como um compasso!
No desenho de um abraço
A ansiedade é um estilhaço
Nas linhas do meu caminho
Afogo-me de cansaço
Rodopiando no espaço
Desci a Liberdade e que faço?
O nó da bandeira está lasso
E escapa-se devagarinho
Tempo de liberdade, escasso
Na harmonia do Terraço
Ergue-se o punho e o braço
Aqui no Terreiro do Paço
De Lisboa em desalinho
Passo e repasso
Girando como um compasso!
No desenho de um abraço
A ansiedade é um estilhaço
Nas linhas do meu caminho
Afogo-me de cansaço
Rodopiando no espaço
Desci a Liberdade e que faço?
O nó da bandeira está lasso
E escapa-se devagarinho
Tempo de liberdade, escasso
Na harmonia do Terraço
Ergue-se o punho e o braço
Aqui no Terreiro do Paço
De Lisboa em desalinho
Photo e poesia : José Manuel Alves
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